Goiana entra na Justiça para retirar sobrenome do pai que teria abusado sexualmente dela
Vítima ficou traumatizada após ser abusada pelo pai com três anos de idade e não teria contato com ele há mais de 15 anos
Uma mulher em Goiânia busca ajuda da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) para retirar o nome do pai e dos avós paternos e manter apenas o sobrenome da mãe nos documentos dela.
Identificada como Paula (nome fictício), ela afirma que não tem contato com o genitor há mais de 15 anos e que foi abusada sexualmente quando tinha apenas três anos de idade. Por medo, ela nunca denunciou o ocorrido.
Traumatizada, ela desenvolveu quadros de ansiedade, que só pioraram com o passar dos anos e começaram a afetar a vida dela. Assim, ela passou a assinar o nome apenas com o sobrenome da mãe, que sempre foi presente e afetuosa.
“O atual nome constante em sua certidão de nascimento e RG afeta diretamente sua dignidade, trazendo péssimas lembranças, de forma a refletir negativamente em todos os aspectos da sua vida”, destacou a defensora pública e colaboradora do Núcleo Especializado de Direitos Humanos (NUDH) da DPE-GO, Ketlyn Chaves de Souza.
Paula fez o pedido durante a última edição do projeto Dignidade na Rua, no dia 30 de março, no Cepal do Setor Sul.
Entretanto, o caso só veio a público na última semana. A ação foi protocolada pela DPE-GO no último domingo (16) e aguarda decisão judicial.
Agora, o órgão fez um pedido a realização de estudo psicossocial com a mulher, a ser realizado pela equipe multidisciplinar do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), para avaliar a capacidade de discernimento e as consequências da decisão.